Briguei com aquela animal. Peguei meu carro e sai para qualquer lado. Parei na sinaleira. Daí veio um carinho bem estranho e com cara de chapado. Chegou no vidro do meu carro e falou:
- Cadê a "bala"?
- Do que você está falando?
- Não ti faz, vagabundo. Cadê a minha pedrinha?
Acelerei o carro e comecei a fugir, olhei para trás e era o cara num carro cheio de gente me perseguindo. Pensei: "Tudo culpa daquela vadia.".
Acelerei mais daí um caro da polícia estava me perseguindo. O carro do traficante ou receptador não estava mais atrás de mim.
Parei. O policial olhou no fundo dos meus olhos e disse:
- A "carta".
Logo vi que ele era paulista. Botei a mão no bolso do lado da minha carteira. E tinha esquecido. Sai de casa atucanado e esqueci. Fiquei nervoso. Dei uma narizada na mão dele.
O policial ficou pasmo com minha reação. Acelerei e fui embora. O policial ficou lá olhando para a mão dele. Daí pensei: "Agredi um policial, estou com o nariz quebrado, um traficante quer minha cabeça e é tudo culpa daquela vagabunda.".
Cheguei em casa, abri a porta e dei um chute na vagabunda daquela cocota e fui dormir.