Eu tinha uma melhor amiga, como todos temos um(a) melhor amigo(a). Nos divertíamos muito quando saíamos para passear, sem pressa de voltar.
Estava em minha casa, deitado em minha cama, quando Natália chegou para mim, fazendo um convite, dizendo as seguintes palavras:
- Tenho um lugar novo para irmos, Mateus!
- Onde?
- É um parque que chegou há pouco tempo na cidade, dizem que ele é ótimo!
Confesso que fiquei muito entusiasmado para ir, mas não podia sair de casa porque estava de castigo, por causa daquela falta de pressa de vir para casa quando saía. Então dei-lhe uma desculpa...
- Não posso sair porque ontem comi uma bala que me fez mal. Também está muito quente para sairmos, você sabe que meu nariz começa a sangrar quando fico muito tempo debaixo do sol.
Em minha consciência, acho que ela entendeu, mas via-se que ela ficou desapontada. Saiu dizendo que iria sozinha.
Voltei a jogar vídeo-game, que é uma coisa que sei fazer muito bem. Me lembro bem, eram dez horas da manhã.
Quando chegou a hora de almoçar, fui à rua para lavar as mãos, pois não tinha água no meu banheiro.
No momento em que abri a torneira, passou do meu lado um animal que nunca tinha visto. Claro que me espantei um pouco, pois era todo branco com os olhos vermelhos. Logo após, fui almoçar.
Peguei o garfo e a faca, mas quando fui fazer o movimento para ingerir o alimento, entrou uma carta muito bonita pela janela, que assim dizia:
“Naquele Parque, onde não ir foi a decisão certa, existe alguém muito próximo ”
Deus
Fiquei extremamente espantado, não com o que estava escrito, mas sim com quem a escreveu... Deus!
Não consegui ler o resto, porque a carta rasgada.
Mesmo sabendo que não podia sair de casa, decidi por ir ao tal Parque.
Chegando lá, reparei que não tinha uma sequer pessoa, mas tinha uma placa na entrada, dizendo o seguinte:
“Entre se quiser, arrependa-se se puder...”.
Cheguem à conclusão que quiserem, mas aquela frase me deixou com medo.
Logo que entrei, notei que uma placa apontava para a direita em direção à outra placa que apontava para a esquerda. Decidi então seguir as placas, com esperança de achar alguém.
Ao término das placas, me encontrei em um lugar totalmente escuro, sem poder ver um palmo na minha frente.
Confesso que fiquei um tempo me perguntando onde estaria, até que ouvi uma voz me dizendo:
- Saía para não se arrepender depois!
Fiquei muito espantado com as palavras ditas, por uma voz que parecia a de Natália, sendo isso mais apavorante. Em um certo momento, cheguei a pensar que fosse uma pegadinha, então decidi acender a lanterna do meu celular. Quando acendi, tive a maior surpresa da minha vida...
Sim, era Natália. Estava com a cabeça baixa e muito triste. Não cheguei a olhar seu rosto, quando consegui reconhecê-la, vi que era mesmo ela, pois estava com a mesma roupa que algumas horas atrás, quando conversou comigo.
A curiosidade veio, então resolvi perguntá-la:
- O que está fazendo aqui?
Ela me respondeu com voz estranha, fazendo-me entender somente o final de suas palavras...
- Olhe à sua volta!
Resolvi então olhar. Avistei várias pessoas de preto, com a mesma expressão de Natália.
A decisão que tive foi logo sair correndo dali, mas quanto mais corria, parecia que mais devagar ia. Ouvia também passos, parecendo estar alguém atrás de mim.
Ao avistar a luz, me senti mais seguro. Parando um pouco para descansar, olhei para baixo e avistei um papel, onde dizia...
“para te ajudar, esse alguém sou Eu.”
Conclui então que esta era a parte que faltava na cara. Logo mais à frente encontrei um mapa. Sim, era o mapa do Parque, onde tinha um labirinto sem saída. Sim, eu entrei nesse labirinto, mas achei a saída. Também continha nesse mapa os nomes dos integrantes desse parque, com o nome de Natália incluso. Achei por um tempo que senti espanto ao extremo, até aquele momento. Descobri também que aquilo não era um Parque qualquer, onde crianças e adultos brincam, mas sim um lugar onde pessoas que morreram se encontravam. Percebi que também estava morto e que aquilo que recebi não foi uma carta, mas sim um convite.
Comecei a sentir uma fraqueza e tontura, quando de repente ficou tudo escuro.
Estava deitado novamente em minha cama. Fiquei muito feliz ao perceber que aquilo tudo não passou de um sonho. Liguei para Natália para contar-lhe meu sonho e a convidei para vir à minha casa. Deitei mais um pouco, esperando ela chegar.
Quando chegou em minha casa, abriu um sorriso enorme, dizendo-me que tinha um convite para fazer, dizendo as seguintes palavras:
- Chegou um Parque na cidade, dizem que ele é ótimo! Vamos?