segunda-feira, novembro 22, 2010

CONTO "FELIZLÂNDIA"

Era uma vez, uma fada com o nome Lusca Malusca. Todos a achavam estranha, riam dela e faziam brincadeiras de mau-gosto, principalmente com seu nariz. Ela não era feia, ela não era chata, muito menos mal-educada, apenas era deixada de lado.
Certo dia, a fadinha foi passear na floresta. Lá achou uma flor e resolveu deitar para descansar um pouco, pois estava cansada de tanto caçoarem dela. Enquanto estava pensando, ela caiu no sono e idealizou um mundo diferente, sem brigas, sem risos maldosos e sem governantes corruptos. Ela queria ser feliz lá, e enquanto caminhava em direção à cidade, seu coração batia acelerado na esperança de realizar todos os seus sonhos.
No caminho, ela via árvores de bala, grama de chocolate, animais de marshemallow, sim a estrada era de doces, dos mais variados tipos, das mais diferentes formas e sabores. O arco com o nome da cidade era todo iluminado, com várias cores. E, para sua surpresa, o nome era Felizlândia. Tudo o que ela mais queria, tudo o que ela mais realizava: felicidade.
Quando chegou lá, olhou ao redor e percebeu que era triste e escuro, tudo tinha luz própria, o que fazia a fada se sentir iluminada por dentro, irradiada pelo seu próprio interior. Os habitantes eram dos mais diversificados tipos: fadas, gnomos, animais, seres espaciais, todos viviam na mais pura harmonia. As asas eram de cogumelos e a cidade era uma linda floresta. Haviam cogumetes para os recém-chegados como ela, os apêlogus eram os que possuíam uma condição melhor financeira. Mas isso não importava para ela, pois ela queria começar do zero, construir uma nova vida, com novos amigos.
Quando conseguiu se estabelecer, escreveu para sua mãe. Na carta, contava como estava animada com a nova vida, como conseguira um emprego de babáfada, e isso a deixava feliz como nunca antes.
Com o passar do tempo, acreditava cada vez mais que tudo era real, e ela queria que fosse verdade. Mas como nada é para sempre, o sonho da fada Lusca Malusca já estava acabando, pois já estava amanhecendo e todos estavam atrás da fadinha fujona.
Através do sumiço dela, todos pensaram em como a faziam sofrer, pensaram em tudo de errado que já tinham feito. E todos que moravam na cidade real a receberam de forma calorosa, e ela viu que a Felizlândia era ali, que aquele era seu verdadeiro lugar.