Era casada, bem-sucedida, com uma casa num bairro nobre da cidade, tinha um marido atencioso, lindo, cheio de vida, mas faltava uma coisa que eu sempre desejara: um filho. Vivíamos tentando até que consegui, mas minha felicidade logo iria acabar. Comecei a ter dores logo no segundo mês e elas só estavam começando.
Decidi procurar um médico, pois não era normal. Claro que não! Ele me receitou pílulas que pareciam balas de morango e não faziam efeito algum. No meu quarto mês, ganhei de Roberto um cachorrinho, um animal para me fazer companhia enquanto ele viajava.
Estávamos a brincar meu animalzinho e eu quando tive uma pontada na cabeça, levei a mão ao rosto e percebi que meu nariz estava sangrando, e logo o sangramento se estendeu para o ventre e foi só o que pude ver.
Acordei desorientada em um hospital. Os médicos entravam e saiam, e pareciam não ter a resposta. Implorei por saber o que estava acontecendo e um deles me disse que era só um susto e me liberou logo em seguida.
Estava na sala quando recebi uma carta de Roberto dizendo que não poderia vir para casa, mas que me amava muito e tentaria voltar o mais rápido possível. Quando voltou estava mudado, não era aquele homem vivo de sempre, mas ficou me acompanhando todos os meses. Os pais não ocorrem nenhum problema, estava me sentindo vitoriosa quando senti uma forte pontada no ventre, mas sabia que era hora de dar à luz quem eu esperava tanto. Roberto foi quem me levou ao hospital, parecia ansioso e queria entrar na sala de parto comigo, ficou ao meu lado até enquanto tomava anestesia. Já na sala de parto, o clima era outro, algo estava errado e as contrações só aumentavam, ele tinha nascido, mas não me deixavam vê-lo, não chorava, não se movia, algo não estava bem, enquanto tentava ver o seu rosto as enfermeiras me impediam, foi quando vi uma brecha e num impulso levantei e vi que meu pequeno Bruno havia morrido.