segunda-feira, novembro 22, 2010

CONTO "FIM DE SÁBADO"

É fim de sábado, quase meia-noite, a locadora de filmes da cidade está pouco movimentada. Lá estão Ademar e seu filho Antônio, um garoto aparentemente educado. Ademar está junto de seu filho na seção de lançamentos, procurando filmes para ver com a família. Neste momento, entram na locadora dois rapazes encapuzados, um deles armado e grita:
Assaltante 1: - Todo mundo pro chão!
Há um pânico geral, alguns ficam desesperados e começam a gritar, o que causa pavor nos assaltantes. Percebendo que sua idéia inicial falhou, ele agarra Antônio e grita:
Assaltante 1: - Todos pro chão agora, ou eu vou matar o garoto.
Ademar fica tenso e, em uma ação de desespero, pula em cima de um dos assaltantes. Mas o outro consegue contê-lo:
Assaltante 2: - Tá maluco, coroa? Eu vô te bota uma bala nesse seu nariz.
Ademar: - Solte meu filho, por favor.
Assaltante 2: - Larga o pia, Douglas. Vamos ficar com este velho aqui mesmo.
Assaltante 1: - Isso, animal. Fale meu nome um pouco mais alto, seu demente.
Assaltante 2: - Não era pra ser assim, Douglas, vai tomar no...
Assaltante 1: - Cale a boca, pegue a chave de um carro qualquer e vamos embora.
O assaltante armado recolhe o dinheiro do caixa e o outro, que está segurando Ademar, rouba uma chave e uma carteira de motorista de um rapaz.
Ademar está angustiado, vendo seu filho chorar muito. Vem na sua cabeça a idéia de reagir contra os assaltantes. Ele fica olhando atentamente para o revólver do marginal.
Assaltante 1: - O que está olhando, seu imbecil? Nem pense em me causar mais problemas.
Ademar está revoltado, e em um ato rápido, solta-se do assaltante, e toma seu revólver, ele está fora de si, e atira em um deles. O outro entra em desespero.
Assaltante 2: - Nãããão, Douglas... Ele era meu irmão, seu corno.
Ademar está com sangue nos olhos, atira novamente, mata os dois, ao mesmo tempo. Ele se ajoelha e leva as mãos à cabeça, vendo a besteira que acaba de cometer.